Colégio Guarulhos

Projeto Histórias em quadrinhos

IMPORTÂNCIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO DESENVOLVIMENTO DA LEITURA.
Series envolvida: 6 E 7 ANOS.  GILMARA DE OLIVEIRA

1 INTRODUÇÃO

As histórias em quadrinhos são narrativas contadas a partir de uma estrutura que utiliza o desenho, e o discurso direto como na fala. Os quadrinhos são gêneros discursivos que associam às linguagens verbal e imagética, envolvendo elementos como personagens, tempo, espaço e acontecimentos organizados em sequência, numa relação de causa e efeito. A expressão verbal costuma aparecer nos balões, nas legendas (ou letreiros), onomatopeias e interjeições. O uso de imagens e representação de gestos compõe a linguagem não verbal, essencial à criação das HQs.


No universo da “Construção de uma História em Quadrinhos”, objeto tema desse trabalho demonstra que esse estilo literário possibilita a exploração dos mais diversificados assuntos, objetivando entre outras coisas: Apresentar e analisar as características do texto das histórias em quadrinhos; Verificar de que forma a oralidade é representada em texto escrito e, ainda, de que maneira os elementos das HQs são representados no auxílio da compreensão da narrativa; Possibilitar futuros aprofundamentos referentes à oralidade nesse gênero discursivo, considerando os detalhes encontrada no texto das HQs; Evidenciar que as características da língua falada, aliadas aos recursos visuais e recursos da língua escrita são recorrentes neste gênero discursivo; Refletir sobre a importância  dos quadrinhos na educação em suas diferentes possibilidades pedagógicas.

A literatura em quadrinhos tem sua importância para o entretenimento, mas atualmente tem se destacado no campo educacional porque, sobretudo tem se percebido que uma ideia posta no papel pode ser desenvolvida não somente com a escrita, mas se a ela tiver imagens e uma história animada que possa ajudá-la na percepção de ideias para melhorar a compreensão de mundo do indivíduo que faz uso habitual desse tipo de literatura.

2 ORIGEM E EVOLUÇÃO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

 A história em quadrinhos nasceu, desenvolveu-se e ainda hoje está presente em nosso cotidiano para atender as necessidades humanas, por meio da imagem - elemento de comunicação- presente desde os primórdios da civilização Para compreendê-la basta reportar-se ao período das cavernas, quando o homem usou a imagem nas paredes para comunicar-se com o grupo a que pertencia, expressando com as imagens inúmeras informações. No século XIX foram dados os primeiros passos para a evolução desse tipo de Literatura depois do surgimento da imprensa quando a mesma emergiu como meio de comunicação voltado para as massas.
 Segundo a ( WIKÍPÉDIA ) disponível na internet. Na Europa, em meados do século XIX, a arte em quadrinhos foi apreciada, depois do seu surgimento, com a edição das histórias de Busch (na Alemanha) e de Topffer (na Suíça) No final do século XIX, surge o primeiro herói dos quadrinhos: O Menino Amarelo, (Yellow Kid) criado por Richard Outcault e publicado semanalmente no Jornal New York World, no final do século XIX. Os primeiros passos das HQs aconteceram entre 1.837 e 1.895. Já no Brasil começou com a Charge de autoria de Manuel de Araujo Porto-Alegre em 1837. Nessa mesma época foi criada  a revista Tico- Tico por Ângelo Agostini. As histórias em quadrinhos começaram também a ser publicadas no século XIX no Brasil pelo processo litografia e vendida em papel avulso. No ano de 1844 o mesmo autor da charge mencionada anteriormente cria uma revista de humor político. No final de 1860, Agostini fazia sátiras políticas e sociais. E seus protagonistas eram "Nhô Quim" (1869) e "Zé Caipora" (1883). Agostini publicou nas revistas Vida Fluminense, O Malho e Don Quixote. No período de 1940 até 1945 foram criados aproximadamente quatrocentos super heróis, mas nem todos sobreviveram. “O campo evoluiu, expandindo suas fronteiras e tornando-se parte da cultura de massa.”(JARCEM, 2007, p.5)
 O tempo foi passando e as histórias em quadrinhos ficaram conhecidas do grande público através das populares tirinhas. As primeiras foram influenciadas a partir das histórias estrangeiras, mesmo no Brasil existindo grandes artistas brasileiros Nas últimas duas décadas o surgimento das minisséries e das grafics novels contribuíram para o crescimento do mercado editorial de revistas em quadrinhos, no mundo inteiro.
Assim as HQs tornaram-se elemento de renovação para o meio editorial trouxeram uma diversificada produção escrita representando um elemento de renovação para o meio e um fator de propulsão no consumo. As HQs como produto de consumo de massa, sempre foram alvo de críticas por parte de pais e alguns educadores,que acreditavam que as HQs prejudicavam o processo de aprendizagem dos alunos, tal qual aconteceu com a televisão mas essa   visão  errônea já foi  superada, hoje já se sabe que todas as mídias, todas as formas de literatura são adequadas para serem utilizadas em sala de aula  desde que sejam utilizadas adequadamente dentro de um contexto de um projeto interdisciplinar.
As histórias em quadrinhos são um meio eficiente de propagação e difusão de ideias e existe uma quantidade muito grande de estilos e de artistas nos mais diversos países. O que diante do exposto, pode-se afirmar que as características da língua falada, aliadas aos elementos visuais específicos das histórias em quadrinhos conduzem à narrativa, construindo um todo que auxilia na compreensão da mensagem seja ela de cunho político, intelectual ou social. E sobre isso (DUTRA 2002, p.2) tece o seguinte comentário:
As Histórias em Quadrinhos, como todas as formas de arte, fazem parte do contexto histórico e social que as cercam. Elas não surgem isoladas e isentas de influências. Na verdade, as ideologias e o momento político moldam, de maneira decisiva, até mesmo o mais descompromissado dos gibis.
Essa é uma forma literária em que os autores aproximam as situações, ao máximo possível da realidade, explicando assim, o porquê da busca da reprodução de uma conversação espontânea. Os quadrinhos ajudam crianças e jovens a consolidar seus hábitos de leitura e compreensão de ideias, sem falar no potencial desses textos para se trabalhar conteúdos curriculares em projetos interdisciplinares por causa de sua grande aceitação. As HQs são exemplos da influência das linguagens na formação de saberes.
Tendo sido objeto de perseguições e preconceitos em sua longa trajetória, hoje as histórias em quadrinhos já são encaradas de forma muito mais positiva por parcelas cada vez maiores da sociedade. Aos poucos, elas passaram a ser aceitas nos mais diversos ambientes educacionais, sendo utilizadas por professores de todas as áreas e níveis de ensino e se tornando objeto de atenção de pesquisadores no mundo inteiro. (VERGUEIRO, 2005.p.01)


3 METODOLOGIA

Fazer com que os alunos através das pesquisas possam criar suas próprias
Histórias. Tornando este estudo bastante prazeroso, pois a leitura de uma HQ causa no leitor um determinado fascínio devido à combinação de seus elementos.
 Para se analisar ou escrever uma história em quadrinhos deve se observar se a mesma contém os seguintes elementos: Argumento ou roteiro escrito onde estão contidos: apresentação dos personagens, conflito, desenvolvimento, clímax, desfecho. Personagens: os condutores do enredo, eles têm vontades, dramas, conflitos, ironias. É por meio de suas falas e ações que as histórias são contadas. Balões: neles são escritos os pensamentos e as falas dos personagens. O desenho deles é bem variado, mas em geral os de fala possuem um "rabinho" em direção ao personagem falante. Criados especificamente para as histórias em quadrinhos (HQs), os balões possuem vários tipos, sendo os principais: de fala, de pensamento de ira, de berro, de sussurro; Cenários: há dois tipos de cenários, os internos (dentro de residências e outros prédios) e os externos (a rua, o espaço sideral, o céu) É nos cenários que as ações dos personagens acontecem;
Onomatopeias:embora seja outro elemento exclusivo da linguagem das HQs, as onomatopeias são passíveis de criação livre. São palavras ou junções de palavras que imitam a voz de animais ou ruídos de objetos.
Ex: BUUM! (explosão), CRI_CRI! (grilo), TOC-TOC! (batendo à porta), TIC-TAC! (bater do relógio);Recordatórios: são balões que não possuem rabinhos em direção ao personagem. Exemplos: “Enquanto isso” e “No dia seguinte”
É um tipo de balão usado especificamente para a narração; Quadros: podem ser variáveis em tamanho e formato, de acordo com a necessidade da cena a ser desenhada. Eles delimitam o enquadramento das cenas
Para se criar uma história em quadrinhos, deve-se ter muito cuidado com a escolha do tema, deve se ter me mente um roteiro a ser delineado nunca esquecendo que uma das funções básicas de uma história em quadrinhos é o entretenimento, mas sempre procurando extrair o máximo da ideia e atingir o mais diretamente possível o público-alvo. Para as histórias infantis, deve se escrever temas agradáveis como: pescaria, piqueniques e, sobretudo, fatos do cotidiano, de fácil identificação pela criança, embora uma aventura ou uma história de ficção com bastante fantasia tenha a vantagem de estimular a imaginação do leitor. Teorias, lendas, fatos reais e históricos também são temas ótimos e sempre atuais para a criação de um roteiro, tanto infantil como juvenil.
Ressalta-se que um tema pode ser desenvolvido de várias maneiras, portanto, mesmo usando um tema aparentemente desgastado, pode se obter um bom resultado significativo, original, Nas histórias infantis, evite violência, sexo, religião, política, discriminação racial, diferenças sociais, defeitos físicos e vícios como: fumo, bebidas, jogos ( corrida de cavalo, baralho, etc. ). Sempre que for desenvolvido um tema onde haja roubo, trapaça ou algo assim lembre-se de que tudo deve ocorrer de forma mais engraçada possível, tornando o bandido sempre mais ridículo do que ameaçador. Já nas histórias mais sérias, o bandido deve ser o mais perigoso possível, pois isso ajudará a valorizar a atuação do herói, que fatalmente vencerá no final.

5 CONCLUSÃO

               A utilização eficiente das Histórias em Quadrinhos em livros didáticos, ou como fonte de estudo em dissertações ou teses são exemplos das mudanças ocorridas no discurso científico sobre o uso didático-pedagógico desse tipo de literatura nas escolas a fim de despertar nos educandos o gosto pela leitura, e consequentemente pela aprendizagem de vários temas em qualquer área do conhecimento uma vez que as histórias em quadrinhos, podem ser introduzidas como ferramenta didática impressa ou virtual em qualquer projeto interdisciplinar a ser desenvolvido na escola, trata-se de uma literatura de imensurável qualidade, pois aborda os mais variados temas e  por ser colorida,   desperta o lado lúdico até dos bem pequenos, pode ser utilizada desde o pré escolar até o ensino superior, E  como toda as outras formas literárias  é também  sem fronteiras, podendo agradar ao jovem público como aos de idade já avançada.
Deve se proporcionar aos educandos o desenvolvimento de suas potencialidades motoras psicológicas, intelectuais e sociais, utilizando-se das diferentes formas de construção do conhecimento. Nesse sentido As HQs são recursos didáticos atraentes, possuem uma linguagem clara, informações atualizadas e abordagem interdisciplinar, e possibilitam a leitura e a autoria de textos de rica significação para os seus autores. É relevante se ter claro que introduzir essa mídia na prática docente, é possível desde que numa abordagem bem planejada, seguindo o que dita sobre a mesma os PCNs com relação sua adequação para qualquer, série, idade, conteúdo ou grau de estudo.
A realização de um trabalho dessa categoria possibilita a compreensão do surgimento das histórias em quadrinhos, e sua importância no processo ensino aprendizagem, pois através da utilização das mesmas as aulas se tornam mais dinâmicas, tornando o conteúdo mais significativo e a aprendizagem mais prazerosa. Pesquisas recentes sobre aprendizagem demonstram que o ensino de novos conceitos e procedimentos fica mais fácil quando se estabelece a ligação com o conhecimento prévio do aluno.


Apresentação dos trabalhos

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